SATISFAÇÃO ABSOLUTA

Conforto e desempenho levam donos de Opala à satisfação absoluta. São verdadeiros fãs, com 100% de aprovação e poucos senões ao carro. Mas às concessionárias...

Pesquisa e texto: Fabrício Samahá

Produzido pela General Motors de 1968 a 1992, o Opala é um dos carros mais carismáticos da história de nossa indústria. Sucesso de vendas -- cerca de um milhão de unidades --, foi bicampeão na categoria Fora de Linha de nossa Eleição dos Melhores Carros e mantém uma legião de admiradores, proprietários ou não.

Teve carrocerias sedã, cupê (4 e 2 portas com desenhos bem distintos) e perua Caravan; motores de 2,5, 3,8 e 4,1 litros (os dois últimos de 6 cilindros em linha); acabamentos os mais diversos, do sofisticado Diplomata ao esportivo SS. Foi bem nas pistas, ruas e estradas -- saiba mais sobre sua trajetória. Saiu de linha para dar lugar ao Omega, que talvez um dia provoque em seus fãs as mesmas saudades.

Perfil dos automóveis analisados por versão:

Básico / SL 2,5 5%
Básico / SL 4,1 5%
Comodoro / SL/E 2,5 5%
Comodoro / SL/E 4,1 40%
Diplomata / SE 2,5 5%
Diplomata / SE 4,1 35%
Caravan Diplomata 4,1 5%

É claro o predomínio das versões de 6 cilindros e 4,1 litros entre os Opalas analisados, com o acabamento intermediário Comodoro ligeiramente à frente. É pequena a parcela de versões básicas e da perua Caravan.

Perfil dos automóveis analisados por ano-modelo:

1992 10%
1991 15%
1990 20%
1989 25%
1988 a 1983 20%
Até 1982 10%

Dos carros analisados, 70% pertencem aos 4 últimos anos-modelo do Opala, mas há percentual razoável de modelos na faixa dos 13 anos de uso ou mais.

Perfil dos automóveis analisados por quilometragem:

Pela idade avançada não se esperaria baixa quilometragem da maioria dos Opalas. A faixa mais significativa é de 100 a 150 mil km rodados, mas parcela importante (24%) já rompeu a barreira dos 200 mil.

Grau de satisfação com o automóvel:

Muito satisfeito(a) 100%
Parcialmente satisfeito(a) 0%
Insatisfeito(a) 0%

Feito inédito em nossas pesquisas, que explica muito da admiração dos fãs do Opala: todos os proprietários participantes declararam-se muito satisfeitos com o carro. Alguns alegam que os modelos atuais não oferecem a mesma qualidade de fabricação, o que talvez esteja implícito nas pesquisas de modelos mais recentes que temos publicado. Outros simplesmente se seduzem pelos pontos positivos do Opala, que veremos adiante.

Grau de satisfação com a rede de concessionárias:

Muito satisfeito(a) 0%
Parcialmente satisfeito(a) 56%
Insatisfeito(a) 44%

Se a rede GM contava com a mesma aprovação do carro, pode se decepcionar. Os donos de Opala dividem-se entre a satisfação parcial e a insatisfação com a assistência técnica, sem nenhum caso de muita satisfação. Alguns explicam-se pelas reações de descrédito que recebem dos atendentes por chegar com um modelo há muito descontinuado, como se não pudessem comprar um carro novo ou realizar serviços onerosos. Uma atitude que, se generalizada, vem apenas piorar a má imagem das concessionárias entre os brasileiros.

Principais pontos positivos:

Motor / desempenho 85%
Conforto 80%
Estilo 55%
Robustez / confiabilidade 55%
Imponência / status 40%
Segurança 25%
Espaço 15%
Manutenção 15%
Nível de ruído 15%
Câmbio automático 10%

Nenhuma surpresa, mas um grande resultado: os "opaleiros" não poupam elogios a seu carros, com destaque para o desempenho e o conforto, apontados por 80% ou mais dos donos. A grande parcela de versões de luxo e de motores de 6 cilindros explica muito desse entusiasmo.

Estilo e robustez ou confiabilidade estão em 55% dos depoimentos, seguidos pela imponência e a segurança. Não deixa de ser interessante constatar que as linhas de um modelo lançado em 1968, e sem alterações profundas na carroceria desde então, despertem elogios de tantos proprietários.

Com menor incidência surgem o espaço interno, a facilidade e baixa freqüência de manutenção, o reduzido nível de ruído e a eficiência do câmbio automático que equipa algumas unidades.

Principais pontos negativos:

Consumo 60%
Disponibilidade de peças 25%
Estabilidade 20%
Suspensão 20%
Custo de peças 10%
Visibilidade traseira 10%

Como se esperava, sobretudo pela presença maciça de versões de 4,1 litros, o consumo é o ponto mais crítico do Opala, citado por 60% dos donos. Os outros aspectos são menos freqüentes, mas merecem atenção. Para 25% já está difícil encontrar algumas peças de reposição e para 10% seu custo é muito elevado.

Suspensão e estabilidade respondem por 20% de citações cada uma, pela fragilidade da seção dianteira e pelo comportamento em curvas, com excessiva maciez e tendência ao sobresterço (saída de traseira). Há ainda críticas à visibilidade traseira, pelas largas colunas e -- na versão cupê -- a inclinação do vidro.

Principais defeitos apresentados:

Suspensão dianteira 15%
Vazamento da bomba de direção 15%
Engate da segunda marcha 10%
Alternador 5%
Engrenagem do comando de válvulas 5%
Equipamentos elétricos 5%
Infiltração 5%

É bastante baixa a incidência de defeitos apontada pelos donos de Opala. Com alta quilometragem, naturalmente já exigiram intervenções mecânicas variadas, mas os usuários consideram a maioria delas adequadas ao tempo de uso. Assim, as maiores críticas (atingindo 15%) vão para a fragilidade da suspensão dianteira, com caso de rachadura em uma longarina, e o vazamento da bomba de direção assistida.

Os demais casos são mais raros: dificuldade de engate da segunda marcha, infiltração de água no interior, defeitos no alternador, em equipamentos elétricos e na engrenagem do comando de válvulas. Mesmo assim são poucos defeitos para veículos tão antigos e rodados, em média -- mais uma razão para o entusiasmo dos "opaleiros" por seus automóveis.

Obs.: foram consideradas as 20 opiniões publicadas no Teste do Leitor até a edição de 10/2/01.

Os índices publicados não são resultados de amostragem científica. Eles representam a expressão de proprietários que prestaram depoimentos ao Best Cars Web Site.

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