ÍNICIO DA HISTÓRIA DO CHEVROLET OPALA
O carro que revolucionou a indústria automobilística brasileira.
Era início da década de 60, uma época de poucos investimentos, a General
Motors do Brasil estudava a possibilidade de produzir um carro de passeio de
porte médio destinado às classes A e B, e que fosse adequado ao clima e a
topografia de nosso país, alem das condições de pavimentação da época.
Nasce o projeto número 676-1 baseado no Opel Record "C" alemão,
utilizando a experiência obtida com seus utilitários.
Conta-se que foram quase três anos de trabalho, inúmeros projetistas,
engenheiros e técnicos trabalhando na definição de um protótipo, criando
forma e estilo.
Seguiram-se diversos e cansativos testes de desempenho dos componentes e de
resistência da estrutural composta de chassis de tipo monobloco no lugar de
longarinas.
Em 19 de novembro de 1968 a General Motors do Brasil lança o Chevrolet Opala
(projeto 676) no Salão do Automóvel.
Veículo inovador para a época, e até mesmo nos dias de hoje, considerado um
carro robusto de mecânica inigualável, sem falarmos na qualidade, conforto e
durabilidade, pontos que conquistaram a confiança e respeito dos milhares de
proprietários, tornando-os verdadeiros fãs, além é claro, consolidando a
empresa no Brasil.
É provável que a Chevrolet jamais consiga pagar o que deve ao velho Opala e
muito menos consiga produzir um carro que marque a história como o Opala
marcou.
O Opala teve sua produção viva por mais de duas décadas, tornando-se um símbolo
de longevidade no mercado brasileiro.
Em sua longa história, "muito pouca coisa mudou" se falarmos nas
linhas originais e estilo do carro. Ele acompanhou a modernidade, ganhou e
perdeu detalhes, mas sempre foi inconfundível.
Os Primeiros Opalas possuíam duas versões de acabamento, carroceria de quatro
portas com motorização 4 cilindros (2.500 Cc) e 6 cilindros (3.800 Cc),
transmissão de três marchas com uma alavanca na coluna de direção, e espaço
interno para seis pessoas.
Começa uma longa história de sucesso.
No final de 1970 ganha uma nova grade dianteira, é lançada a versão SS, com
motor de 6 cilindros e 4.100 cc, cambio "em baixo" de 4 marchas, rodas
esportivas e faixas decorativas na pintura.
Em 1971 tínhamos as versões Especial, Luxo e Gran Luxo.
Em agosto de 1971 aparece o Opala Coupe sem colunas laterais e a versão SS
passa a ser exclusica dos Coupe.
Em 1973 o Opala ganha nova grade dianteira.
Em 1974 ganha transmissão automática, e já passava das 300 mil unidades
fabricadas.
Em 1975 tem a frente e a traseira totalmente redesenhada, e são lançados a
Caravan (Versão Perua do Opala) e o Comodoro, versão mais luxuosa.
Até 1978 muito pouca coisa mudou, alem da Caravan ganhar a versão esportiva
SS.
Maiores inovações
Em 1980 começam grandes mudanças no estilo do Opala, nova frente e traseira,
faróis retangulares e lanternas envolventes.
Surge a versão top de linha, o Diplomata, carro de extremo conforto e requinte,
equipado com direção hidráulica e ar-condicionado de série. No mesmo ano é
iniciada a venda do Opala com motor a álcool de 4 cilindros.
1981, toda linha Opala recebeu novo painel de instrumentos totalmente
redesenhado.
Em 82, chega o câmbio de 5 marchas para o motor de 4 cilindros.
Mais um período de calmaria até 1985 quando mudou a grade dianteira, maçanetas
externas das portas redesenhadas e embutidas, e o motor 6 cilindros tem sua versão
a álcool.
Nesse mesmo ano, a Caravan ganhou também a versão Diplomata.
Em 1988, novamente mudaram as lanternas traseiras e a grade dianteira, os faróis
são redesenhados e tem formato trapezoidal, o volante é redesenhado com
regulagem de altura em sete posições, além da nova transmissão automática
de 4 velocidades.
No mesmo ano o Opala Coupe deixa de ser fabricado.
O velho opala chegava com estilo aos seus 20 anos de mercado. Foi o carro
preferido de executivos e políticos, principalmente quando o Ford Landau deixou
o mercado em fevereiro de 1983.
Uma morte anunciada.
O Opala tem suas ultimas mudanças, mas ainda ser perder o estilo original que o
acompanhou durante toda sua história.
Em 1991 sai o modelo com para-choques envolventes, espelhos retrovisores
redesenhados e portas dianteiras sem quebra-vento.
A direção hidráulica agora era progressiva (Servotronic) e os freios eram a
disco nas quatro rodas da versão Diplomata.
Em 1992 surge o inesperado mas sonhado câmbio manual de 5 marchas para o motor
de 6 cilindros.
Em solenidade realizada na fábrica de São Caetano do Sul, São Paulo, por
volta das 14 horas de uma quinta-feira da Semana Santa, aos 16 dias do mês de
abril do ano de 1992 de Nosso Senhor, sai da linha de montagem o ultimo Opala, o
de número um milhão. Foi a despedida do carro de sonho de milhões de
brasileiros.
Chega o fim de uma Era.
O Opala ajudou a escreveu o a história de desenvolvimento da indústria
automobilística nacional em seus 23 anos de vida.
Um Diplomata vermelho perolizado com estofamento em couro, foi a milionésima (e
última) unidade fabricada. Apenas uma única unidade, não uma série limitada,
um Opala. "O Carro" está sendo preservado para a posteridade pela
General Motors do Brasil, fazendo parte do acervo do Museu da empresa.
O que sabemos de verdade é que muito do Opala ainda está por aí.
São muitos dos itens de luxo, de série no Opala, que ainda são opcionais em
carros de hoje.
Se depender da paixão dos Opaleiros espalhados por esse Brasil o Opala ainda
vai estar presente na vida do brasileiro por muito tempo.
Quem sabe meu filho não estará restaurando ou reformando um em sua adolescência.